Lançamento do Dossiê Democracia

Lançamos hoje um novo Dossiê. Uma enquete sobre a noção de Democracia. Inspirou-nos este estudo a falsidade do nosso sistema político, que favorece o interesse particular de alguns privilegiados, relegando o bem comum para discurso de campanha, mas sem vínculo verdadeiro com a realidade política da nação.

Acabamos de assistir ao modo como a propaganda e a esperteza contam para que um povo escolha o seu governante. A escolha destes últimos dias foi em sentido contrário, em plena contradição, com a realidade moral apresentada pelo candidato eleito. Após quatro anos de crimes, de escândalos, de uso indevido da máquina pública, uma parte considerável da população (não a maioria), votou pela imoralidade, pelo criminoso, pela mentira. E dizem que isto lhe dá legitimidade.

Isso mostra que está instalada no país, a tirania populista. Pior, muito pior do que a tirania de um só homem, pois este estará sempre à mercê de uma reação dos homens de bem, das forças armadas que zelam pela segurança da Pátria. Estará até mesmo à mercê de um tiro, de uma faca, de um fim miserável. Mas como se atinge à massa amorfa da tirania da multidão? Como se desmonta um forte esquema de corrupção, de troca de favores, de manipulação das massas? Porque na democracia populista, o presidente passa, mas o esquema continua.

Ao contrário do que se diz por aí nos jornais, em 1964, o Exército Brasileiro, cumprindo fielmente sua missão de defesa da Pátria, respondendo ao apelo do Congresso e da Câmara dos Deputados (isso nunca é lembrado), respondendo ao impressionante clamor do povo católico nas ruas de Porto Alegre, Belo Horizonte e São Paulo, na famosa Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade, pôs para correr aos comunistas totalitários que já escravizam o povo brasileiro. Mas tudo hoje é diferente, a começar pelo modo como a tirania é exercida. Ela também evoluiu. Hoje ela é aberta à economia de mercado e os frutos estão aí: o dinheiro jorra muito mais abundante do que nos tempos do comunismo soviético. A tirania de hoje é cultural, sorrateira, silenciosa. Em vez de usar guerrilheiros, ela usa o tráfico de drogas (e nós, como idiotas, esperamos sempre que algum governante ponha fim nisso, quando na verdade trata-se de uma arma da tirania). Em vez de estatizar tudo, ela sufoca as empresas na medida exata para que não quebrem, mas também não tenham forças demais, e continuem alimentando à ganância do poder. O Exército também mudou, infelizmente para pior, e já não se encontra ali quadros capazes de reagir à esta escravidão demoníaca, pior do que todas as outras.

Não pensem que encontrarão no nosso Dossiê uma reação parecida com a de certos intitutos liberais, dos que reagem contra o PT. Para eles, o que importa é a Liberdade. Total liberdade para tudo. Pregam a liberdade de imprensa, a liberdade de culto, a liberdade das artes blasfematórias, a liberdade de matar as criancinhas pelo aborto, a liberdade a desfigurar a família pelas práticas ofensivas a Deus e contrárias à natureza. O católico não pode pensar assim, pois ele sabe que Deus nos conduz por sendas estreitas aos largos pastos da eternidade. E os limites impostos por Deus Nosso Senhor à nossa liberdade só existem porque Deus sabe que, sem eles, nos deixamos levar pela ganância, pela soberba, pelos prazeres sem fim.

O que pretendemos é oferecer a nossos leitores diversos textos que mostram que a verdadeira Democracia só pode existir no respeito à Lei de Deus, que nos obriga a uma série de atos morais, atos virtuosos, na prática do Bem. Começamos hoje com uma aula do Padre Emílio, espanhol de cêpa apurada que viveu no Rio de Janeiro, lecionando em diversas universidades de nome. Era doutor em Direito e Direito Canônico e falava com autoridade e clareza.

Que Deus nos dê forças para vencer aos ataques contra a fé, e contra a razão, impostos pelos que nos dominam.

O Sentido Autêntico de Democracia

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